Servidor ou NAS? Depende de só armazenar ou de também correr programas
Um NAS foi pensado para guardar e partilhar ficheiros. É simples, consome pouco e, para um escritório que só precisa de pastas partilhadas e cópias de segurança, costuma bastar.
Um servidor, além de armazenar, corre software: o ERP ou o software de gestão, bases de dados, um controlador de domínio para gerir utilizadores e permissões, máquinas virtuais, ambientes de trabalho remotos ou uma IA privada. Assim que aparece alguma dessas cargas, um NAS fica aquém: pouca memória, um processador modesto e poucas possibilidades de ampliação.
Torre ou rack: onde o servidor vai ficar
Se o seu escritório não tem bastidor de rede, um servidor em torre é a escolha natural: coloca-se como qualquer outro computador, faz pouco ruído e aceita vários discos e uma ou duas placas gráficas.
Os servidores de rack aparafusam-se num bastidor de 19 polegadas e ocupam pouca altura (1U, 2U ou 4U), mas as ventoinhas são ruidosas e não convém que fiquem numa sala onde trabalham pessoas. Regra prática: torre para escritórios sem sala técnica; rack quando já há bastidor ou se prevê mais de um servidor.
Processador e memória: dimensione por utilizadores e cargas
Para ficheiros e software de gestão com algumas dezenas de utilizadores, um processador de servidor de gama média chega e sobra. A virtualização muda as contas: cada máquina virtual precisa dos seus próprios núcleos e da sua própria memória, e tudo isso se soma.
A memória deve ser ECC, que deteta e corrige erros antes que corrompam um dado ou parem o sistema. Num equipamento que trabalha semanas sem reiniciar, não é um luxo. Como ponto de partida: 32 GB para ficheiros e gestão, 64 GB ou mais assim que houver várias máquinas virtuais, e sempre com ranhuras livres para ampliar.
Discos e RAID: o RAID não é uma cópia de segurança
O RAID distribui os dados por vários discos para que a avaria de um não pare o servidor. O RAID 1 duplica os dados em dois discos; o RAID 5 e o RAID 6 distribuem-nos com paridade e aguentam a avaria de um ou de dois discos; o RAID 10 combina velocidade e redundância à custa de metade da capacidade.
O que o RAID não faz é protegê-lo de um apagamento acidental, de um ransomware ou de um incêndio: replica o erro em todos os discos no mesmo instante. É para isso que servem as cópias de segurança.
Para bases de dados e máquinas virtuais, SSD NVMe. Para grandes volumes de ficheiros ou gravações, discos rígidos de classe empresarial, concebidos para funcionar 24 horas por dia.
Cópias de segurança: a regra 3-2-1
Três cópias dos dados, em dois suportes diferentes, uma delas fora do escritório. Numa pequena empresa, isto traduz-se assim: os dados no servidor, uma cópia diária num segundo equipamento no escritório e outra cópia encriptada fora, na nuvem ou noutra instalação.
E a parte que quase ninguém faz: testar um restauro. Uma cópia que nunca foi restaurada é uma suposição.
Fonte redundante, gestão remota e UPS
Duas fontes de alimentação permitem que o servidor continue a funcionar se uma falhar, e trocá-la sem o desligar. A gestão remota (BMC ou IPMI) permite ligar, desligar e ver o ecrã do servidor mesmo que o sistema operativo não arranque. E uma UPS evita que um corte de energia corrompa dados e dá tempo para desligar de forma ordenada.
Que servidor para cada caso
| Caso | Formato | Ponto de partida |
|---|---|---|
| Escritório de 5 a 20 pessoas: ficheiros e software de gestão | Torre | Um processador, 32 GB ECC e 2 a 4 discos em RAID 1 ou RAID 10 |
| Virtualização: ERP, domínio e ambientes de trabalho remotos | Torre grande ou rack 2U | 64 a 128 GB ECC e SSD NVMe em RAID 10 |
| Videovigilância com muitas câmaras | Rack 2U ou 4U | Discos para gravação contínua em RAID 6 e muita capacidade |
| IA privada ou renderização | Torre ou rack 4U com GPU | Uma GPU com memória suficiente para o modelo ou a cena |
O que precisamos de saber para propor um
Quantas pessoas o vão usar, que software tem de correr (e os respetivos requisitos, se os tiver), quantos dados guarda hoje e a que ritmo crescem, se há bastidor rack e UPS, e como faz hoje as cópias de segurança. Com isso, enviamos-lhe uma proposta escrita em menos de 12 horas úteis, com alternativas se as houver.
Montamos cada servidor e submetemo-lo a um teste de esforço de 24 horas antes da entrega, pronto para que a sua equipa de informática ou o seu integrador instale o sistema. Paga a pronto; em Espanha, também em renting. Todos os detalhes em servidores profissionais.
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Perguntas frequentes
De quanto em quanto tempo se deve substituir um servidor?
É sensato planear cerca de cinco anos, quando costumam terminar as garantias alargadas e os discos já acumularam muitas horas. Pode durar mais, mas a substituição deve ser uma decisão, não uma avaria.
Posso ter o servidor no escritório sem bastidor rack?
Sim: para isso existem os servidores em torre, pensados para conviver com as pessoas. São silenciosos e não precisam de sala técnica.
Quanto custa um servidor para PME?
Depende do que tem de fazer: um servidor de ficheiros para um pequeno escritório e um servidor de virtualização para toda a empresa não têm nada a ver em preço. Damos-lhe um preço fechado por escrito em menos de 12 horas úteis; em Espanha, também em renting.
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